Fonte: R7

A exposição Zerbini: o Homem, o Cirurgião e o Cientista, aberta esta semana no Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas de São Paulo, mostra a evolução da cirurgia cardíaca no Brasil. A exposição marca os 100 anos de nascimento do médico responsável pelo primeiro transplante de coração da América Latina.

O visitante vai ver desde os primeiros equipamentos usados nas cirurgias cardíacas aos mais modernos, além de objetos pessoais, fotografias e documentos de um dos mais importantes nomes da cardiologia brasileira. Na exposição, em cartaz até o dia 17 de agosto, também será exibido o documentário O Primeiro Transplante de Coração, de 1968, do diretor B.J. Duarte.

A mostra foi organizada pelo médico Noedir Stolf, que trabalhou como assistente do médico Euryclides de Jesus Zerbini. Para ele, o legado do dr. Zerbini foi o estabelecimento de uma filosofia de produção de equipamentos e dispositivos nacionais para cirurgias cardíacas, que se transformou em indústria.

— Hoje, o país não só produz para o mercado nacional, como exporta.

Além disso, Zerbini foi também responsável pelo início do funcionamento do InCor como centro de excelência em pesquisa, ensino e tratamento de doenças do coração e pulmão.

—O InCor é, sem dúvida, uma instituição de vanguarda na América Latina.

Zerbini nasceu em 10 de maio de 1912 e morreu em outubro de 1993. Ele formou mais de 400 discípulos em todo o Brasil e na América Latina.

Os destaques da exposição são a primeira máquina de circulação extracorpórea, que faz o papel do pulmão quando o coração precisa parar de bater durante as cirurgias, e os stents farmacológicos, um tipo de mola que, introduzida na artéria, expande e desobstruir o vaso. Os dois equipamentos são fabricados no instituto. Stolf comenta sobre a missão do InCor.

— No momento, o InCor não tem mais a missão de produzir equipamentos em série, mas produzimos materiais que são usados rotineiramente. Temos vários projetos em fase de teste clínico, como um ventrículo artificial que já foi utilizado em doentes adultos. Temos também um ventrículo pediátrico, que é muito raro, na fase final de teste.

O presidente do Conselho Diretor do InCor, o médico Fábio Jatene, disse que a cirurgia cardíaca foi uma das especialidades que mais evoluiu, apesar de ser relativamente recente quando comparada com outras especialidades cirúrgicas. O desenvolvimento mais forte se deu a partir do fim da década de 1960.

— Hoje conseguimos tratar com operações todas as principais patologias [do coração, como doenças congênitas que precisam de mais de uma cirurgia para o tratamento. Cuidamos de problemas das válvulas, artérias coronárias e de insuficiências cardíacas, entre outras.

Jatene destacou que o InCor é considerado um hospital de vanguarda, com capacidade para fazer cirurgias usando as mais modernas técnicas disponíveis no mundo.

— Não ficamos a dever nada em relação aos centros mais evoluídos e o nosso desafio é continuar mantendo essa modernização.

O cirurgião também citou como desafio a possibilidade de fazer as mesmas cirurgias de forma menos invasiva, menos agressiva para o paciente, com incisões (cortes) menores e uso de equipamentos mais delicados e flexiveis.

— Ou seja, tratar os pacientes bem, com ótimos resultados e com uma agressão cada vez menor.

Jatene ressaltou que reunir os métodos clássicos com as técnicas de menor invasão é uma tendência mundial.

Durante a cerimônia de comemoração dos 100 anos de Euryclides Zerbini, o governador Geraldo Alckmin anunciou a construção de um novo prédio para ampliar e modernizar o pronto-socorro do InCor, além da reforma de dois andares do prédio atual e a compra de novos equipamentos. Ao todo, serão investidos R$ 43 milhões na obra. Janete explica algumas das mudanças no hospital.

— Equipamentos que estão em outras áreas do hospital serão instalados no pronto-socorro para que as pessoas não precisem se deslocar em situações de emergência. Isso é indispensável.

Ele também informou que um setor de experimentação, fechado há dez anos, será reativado.

O Brasil é o segundo país do mundo em número de cirurgias cardiovasculares, com mais de 100 mil operações por ano. No InCor, são feitas, aproximadamente, 5 mil cirurgias por ano.

— Esse número é suficiente, o problema é que o instituto tem uma capacidade instalada, nós nunca conseguimos crescer extraordinariamente. O que precisamos é fazer [os atendimentos] com mais eficiência, sempre empregando as melhores técnicas.

Os transplantes cardíacos também são destaque no InCor, que faz cerca de 50 cirurgias desse tipo por ano. Os transplantes pulmonares chegam a 40. O hospital sabe que é preciso ampliar este número, por causa da grande demanda.

Jatene explicou que a doença que mais afeta os pacientes é a insuficiência cardíaca, quando o coração não consegue bombear sangue para manter o sistema circulatório em pleno funcionamento. Nesse caso, uma das alternativas é, justamente, o transplante do órgão.

— Recentemente, propusemos uma reestruturação nos transplantes no Incor e isso está em discussão. Queremos que as áreas cardiológicas e pneumológicas trabalhem em conjunto para otimizar recursos e material humano.

 



 

 

Fonte: Extra Online

Quando nasceu, os médicos deram à britânica Kirsty Howard apenas algumas semanas de vida: a menina sofria de uma deficiência cardíaca grave. Mas a garota lutou, acabou ganhando a batalha contra a morte e completou 16 anos. Preparando-se para o exame GCSE – o equivalente ao Enem – neste domingo, ela celebra a vida e diz que quer ser mãe, mostrou o jornal “Daily Mail” deste sábado. O pedido para ter um filho foi feito pela adolescente quando ela esteve na Fontana di Trevi, na Itália. Enquanto o desejo não se torna realidade, ela continua vivendo um dia após o outro e, apesar de toda a sua dificuldade, se considera uma garota normal.

- Eu me sinto sortuda. Eu tenho uma vida ótima e grandes amigos – disse.

A história de superação de Kirsty e também sua dedicação ao trabalho de caridade ganharam destaque em programas de TV e jornais e renderam à garota uma série de admiradores famosos. O jogador David Beckham e a mulher dele, Victoria, são alguns deles. Kirsty também já se encontrou com a Rainha Inglaterra e com o primeiro-ministro David Cameron.

Apesar da vida atribulada, a garota tem hábitos de qualquer adolescente. O quarto é enfeitado com pôsteres do ídolo da garota Robert Pattinson, ator dos filmes da série “Crepúsculo”. Ela também adora ir ao cinema com os amigos. O umbigo é enfeitado por um piercing. Já a vontade de ter uma tatuagem teve que ser posta de lado por causa da doença.

- Eu gostaria de uma tatuagem, mas não posso, porque isso poderia levar a uma infecção – contou a menina.

A coragem de Kirsty já foi reconhecida também com prémios. Em 2004 ela ganhou o Prêmio Helen Rollason – personalidade britânica que destacou-se na luta contra o câncer – de coragem.

 



 

 

Fonte: MSN – The New York Times

Uma startup sediada em Boston está buscando um método pouco ortodoxo para ajudar os fumantes a largarem o cigarro: ela está tentando desenvolver a primeira vacina de nicotina eficaz do mundo.

A empresa, Selecta Biosciences, foi fundada pelo engenheiro Robert Langer, do MIT, e pelos imunologistas Ulrich von Andrian e Omid Farokhzad, de Harvard. Seu objetivo é desenvolver um tratamento que impeça o fumante de sentir os efeitos de dependência do hábito induzindo uma resposta imune que pode durar vários anos.

Embora a nicotina não seja um vírus, Langer e os seus colegas acreditam que ela pode ser combatida da mesma maneira que um vírus. A Selecta utiliza nanopartículas sintéticas para fazer com que o sistema imunológico crie anticorpos especializados que se liguem às moléculas de nicotina, tornando-as grandes o suficiente para provocar uma resposta imune. Os anticorpos induzidos pelas nanopartículas se ligam automaticamente à superfície da molécula modificada de nicotina porque suas formas se encaixam perfeitamente. O composto resultante, uma nicotina gigante, é, portanto, impedido de atravessar a barreira hematoencefálica e de causar o efeito normal do fumo.

No ano passado, as nanopartículas da Selecta foram testadas no laboratório; agora, em um ensaio de Fase I, a empresa está testando se o uso das nanopartículas em pessoas é seguro.

Entre as tentativas de produzir vacinas personalizadas com nanopartículas projetadas empreendidas pela Selecta, a vacina contra a nicotina é o exemplo mais avançado. Deve ser mais rápido – e, portanto, mais barato – produzir essas vacinas sintéticas em grande quantidade do que as vacinas convencionais. A Selecta também espera desenvolver tratamentos de base imunológica contra doenças e enfermidades, incluindo a malária, que atualmente carece de tais tratamentos.

Como o método da Selecta remove a nicotina antes que ela atravesse a barreira hematoencefálica, ele é diferente dos tratamentos antifumo que interferem no desejo de consumir o cigarro, fornecendo nicotina de outra maneira, tal como um adesivo.

Embora não haja nenhuma droga de base biológica equivalente com a qual a vacina da Selecta tenha que competir, ela terá de superar inúmeros obstáculos. Para ser considerado eficaz em ensaios clínicos, o tratamento terá que fazer com que algumas pessoas larguem completamente o cigarro, ao invés de simplesmente reduzirem o tabagismo.

A vacina contra a nicotina não elimina o desejo de nicotina – ela, na verdade, diminui os efeitos provocados pelo fumo do cigarro. Como resultado, os fumantes que tomarem a vacina não vão sentir o fumo aliviar os sintomas da falta de nicotina. O vice-presidente da Selecta, Peter Keller, reconhece que fumar vários cigarros seguidos, por provocar um prazer parcial, pode sobrecarregar o sistema imunológico, já que um determinado número de moléculas de nicotina não seria contido e ainda passaria para o cérebro.

As tentativas anteriores de produzir uma vacina antifumo se basearam mais no método convencional de um fornecimento menos prejudicial de nicotina, mas não conseguiram fazer com que as pessoas parassem de fumar.

As drogas disponíveis hoje têm efeitos colaterais graves e não conseguem fazer com que as pessoas larguem de vez o cigarro. Menos de 25 por cento dos fumantes que usaram o Chantix, um tipo de medicamento antipsicótico que impede que a nicotina se ligue aos receptores após adentrar o cérebro, deixaram de fumar. Ainda assim, o produto tem gerado 700 milhões de dólares em vendas em todo o mundo a cada ano desde 2007, quando foi lançado.

A vacina contra a nicotina também deve fazer efeito por vários anos. Medicamentos contra a nicotina, como o Chantix e o Zyban, por outro lado, param de fazer efeito quando o tratamento é interrompido, sendo que não podem ser usados por mais do que alguns meses, considerados os seus efeitos colaterais graves.

A Selecta arrecadou quase 80 milhões de dólares junto às empresas de capital de risco Polaris, OrbiMed e Flagship Venture Partners. O governo russo, através do seu fundo de investimento em biotecnologia de 10 bilhões de dólares, o Rusnano, também colaborou. Keller diz que os resultados preliminares da Fase I podem vir à tona já em julho. Se os resultados não forem conclusivos, o ensaio será ampliado; se a nanopartícula que se liga à nicotina for bem tolerada pelos humanos, o ensaio começará a Fase II.

 



 

 

Fonte: O Globo

Comer muito não é necessariamente um indício de compulsão, mas se você come sem parar, mesmo sem fome e no fim sente culpa, cuidado: segundo a psicóloga Mônica Duchesne este pode ser um sinal.

- Consumir em duas horas uma quantidade grande, cerca de duas mil calorias, em geral escondido e no fim ficar culpado, deprimido e desmoralizado são sintomas que podem caracterizar a compulsão, que atinge cerca de um terço dos obesos em tratamento – explica.

Alguns gatilhos podem ser evitados, como a exposição desnecessária à comida na hora de fazer compras ou cozinhar. Quanto mais longe da comida o compulsivo ficar, melhor. E em dias mais difíceis, até a limitação de dinheiro pode ajudar a evitar compras de comida.

No tratamento psicológico o papel da família é fundamental: de nada adianta a criança frequentar o nutricionista, tentar fazer a dieta e os pais só apontarem o ganho de peso ou a falta de força de vontade.

- Temos que ressaltar os sucessos: o quanto que já se conseguiu emagrecer, como foi difícil chegar até ali. É muito comum manter o foco nos fracassos, mas qualquer êxito deve ser comemorado – diz.

 



 

 

Fonte: Estadão

Executivos e profissionais nos Estados Unidos vêm procurando um polêmico e caro tratamento de reposição hormonal para combater efeitos normalmente associados ao estresse e ao envelhecimento.

Com pouco mais de 30 anos, o executivo americano J.G. começou a se sentir deprimido e ansioso. Tinha dificuldades para dormir, sua libido já não era mais a mesma e, por mais que se esforçasse na academia e cuidasse da alimentação, não conseguia atingir os resultados que queria.

“O trabalho também ia mal. Ter que lidar com o estresse, e a competição ampliava os sintomas, quando não era combustível para eles”, conta o executivo, que pediu para não ter seu nome divulgado.

“Isso acabava com o desejo e ambição de ser bem sucedido”, disse.

Depois de tentar tratamentos com antidepressivos e ansiolíticos, J.G. aceitou o conselho de um colega de academia e começou a fazer reposição hormonal por conta própria.

Mesmo sem consultar um médico, experimentou tomar uma pequena dose de testosterona, um hormônio secretado pelos testículos do homem e em menor quantidade pelos ovários da mulher. Sua concentração no corpo masculino diminui com a idade e devido a problemas de saúde.

“Tomei minha primeira dose e, uau, pareceu que tudo deu uma volta de 180 graus”, disse o executivo à BBC Brasil.

Desconfiado de que poderia estar sofrendo com os sintomas do declínio de testosterona em seu corpo, procurou um médico. Após alguns exames, ele receitou uma terapia de reposição hormonal.

Atualmente com 40 anos, J.G. segue com o tratamento. Duas vezes por semana, injeta em si mesmo pequenas doses de testosterona e garante que sua vida melhorou em vários aspectos.

“Pergunte à minha namorada modelo de 27 anos”, brinca o executivo, que dirige uma consultoria de administração de capital de risco em Nova York.

Apesar dos elogios ao tratamento, alguns médicos têm dúvidas quanto à eficácia e eventuais danos colaterais do uso de hormônios, que poderiam incluir câncer e problemas no coração.

Hormônios

A deficiência de testosterona entre homens pode estar ligada a problemas congênitos, doenças, estresse e efeitos colaterais de certos medicamentos.

Além disso, a partir dos 30 anos de idade, inicia-se um declínio gradual da produção do hormônio no organismo.

A maior parte da testosterona utilizada em terapias de reposição hormonal é produzida em laboratório a partir de vegetais como soja e inhame.

Embora o tratamento mais comum para a deficiência de testosterona causada por problemas de saúde seja a reposição hormonal, não há estudos conclusivos sobre a eficácia da injeção do hormônio no combate a sintomas normalmente associados à idade.

Mesmo assim, um grande número de médicos defende os benefícios do tratamento no combate ao envelhecimento. Eles vêm oferecendo terapias de reposição hormonal a pacientes que se queixam de fadiga, de dificuldades para perder peso, de concentração e de redução da libido.

Entre eles está Lionel Bissoon, que ficou conhecido por desenvolver um tratamento para celulite e atualmente administra um programa de reposição hormonal para homens e mulheres em sua clínica em Nova York.

Segundo ele, até meados da década passada, a maior parte de seus pacientes era formada por mulheres entre 45 e 69 anos. Mas a situação se inverteu. Atualmente, cerca de 85% é de homens entre 30 e 69 anos, muitos deles executivos de Wall Street.

“As maiores queixas dos homens são fadiga, cansaço e dificuldades de concentração. Alguns reclamam de dores musculares. Muitos não têm interesse em sexo. Alguns sentem que não são mais quem costumavam ser”, disse Bissoon à BBC Brasil.

O médico conta que, após uma bateria de exames, o paciente pode iniciar o tratamento. A reposição hormonal pode ser feita por meio de injeções, adesivos ou via oral. O próprio paciente aplica suas doses de testosterona.

“Eu ensino meus pacientes a se aplicarem, é bem fácil. Não é possível para um executivo ocupado ter que ir a um consultório para tomar uma injeção duas ou três vezes ao mês, não é prático”, diz.

Custos

O grande interesse dos homens por tratamentos de reposição hormonal não se restringe a Nova York.

Na filial que serve os Estados americanos da Carolina do Sul e da Carolina do Norte da rede de clínicas Cenegenics, por exemplo, 68% dos pacientes são homens entre 35 e 70 anos.

“Está se tornando mais comum homens mais jovens, com pouco mais de 30 anos (procurarem o tratamento)”, diz Michale Barber, médica e diretora-executiva da Cenegenics Carolinas.

Embora a aplicação dos hormônios possa ser feita pelo próprio paciente, é necessário que ele passe por um acompanhamento periódico por médicos e seja submetido a exames regularmente, o que pode aumentar os custos do tratamento.

Para realizar um tratamento hormonal de combate aos efeitos do envelhecimento na Cenegenics, é preciso desembolsar em média US$ 1 mil por mês.

“Os nossos pacientes estão pagando pelo acesso a médicos, fisiologistas, nutricionistas e acompanhamento de laboratório”, diz Barber.

Com 20 centros médicos espalhados pelos Estados Unidos e mais de 20 mil pacientes, a Cenegenics usa como garoto-propaganda o médico Jeffry Life, que atua na empresa e é paciente do programa de combate aos efeitos do envelhecimento.

Para mostrar os resultados do tratamento, a empresa usa fotos e vídeos ao estilo “antes e depois” de Life. Na primeira foto, o médico aparece com um corpo comum para um homem de meia-idade. A outra é uma dessas imagens que à primeira vista parecem montagens (a empresa garante que não é) e mostra a mesma pessoa com um corpo de fisiculturista.

Câncer

Apesar dos efeitos aparentemente milagrosos, ainda restam dúvidas sobre a segurança dos tratamentos de reposição hormonal para combater os efeitos do envelhecimento em homens saudáveis.

Embora os médicos adeptos da terapia garantam que ela é segura e pode prevenir doenças, outros apontam que ela pode estimular o desenvolvimento de câncer de próstata e causar problemas cardíacos.

Além disso, pesquisas apontam entre os possíveis efeitos colaterais do tratamento atrofia dos testículos e infertilidade, problemas hepáticos, retenção de líquidos, acne e reações de pele, ginecomastia (crescimento anormal das mamas em homens) e apneia do sono.

Embora tratamentos do tipo estejam sendo utilizados nos EUA desde a década de 1990, há poucos estudos amplos sobre seus efeitos e riscos.

Em 2009, o National Institute of Health dos Estados Unidos deu início a um amplo estudo sobre os efeitos do tratamento de reposição de testosterona em homens acima de 65 anos. Os primeiros resultados, no entanto, devem ser divulgados só em junho de 2015.

Enquanto isso, um relatório publicado em 2004 pelo Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, órgão de consultoria do governo americano, alerta para a falta de pesquisas conclusivas sobre o tema.

“Apesar da crescente popularidade do tratamento com testosterona, não há uma quantidade considerável de dados que sugiram a eficácia da terapia de testosterona em homens mais velhos que não se encaixam na definição clínica de hipogonadismo. Além disso, os efeitos da testosterona na próstata e suas implicações para o câncer inspiram cuidados no uso não terapêutico extensivo”, diz o documento.

 



 

 

Fonte: Estadão

Uma pesquisa britânica concluiu que uma dieta balanceada seria mais eficiente do que atividades físicas para ajudar mulheres com sobrepeso a evitarem engordar excessivamente na gravidez.

A pesquisa, publicada no British Medical Journal, analisou os resultados de 44 estudos, com dados sobre 7.000 mulheres.

O sobrepeso durante a gravidez está associado a problemas como diabetes, pressão alta e parto prematuro.

Até agora a recomendação do sistema de saúde britânico era que as gestantes não fizessem dieta, porque acreditava-se que isso poderia prejudicar o bebê. Mas, o estudo concluiu que o peso do recém-nascido não é afetado pela dieta.

A pesquisa comparou mulheres que adotaram uma dieta balanceada com outras que fizeram apenas exercícios físicos e um terceiro grupo que combinou os dois.

Os pesquisadores analisaram quanto peso as mulheres ganharam durante a gestação e se elas sofreram com complicações.

Enquanto todos os métodos ajudaram as mulheres a evitar um ganho de peso excessivo, o mais eficiente foi a dieta com restrição calórica e rica em frutas, verduras e grãos integrais.

As gestantes que fizeram só dieta ganharam em média 4 kg a menos que o grupo de controle, contra 0,7 kg das que fizeram atividades físicas e 1 kg das que combinaram os dois.

Obesidade na gravidez

“Estamos vendo um número cada vez maior de mulheres grávidas com excesso de peso e sabemos que essas mulheres e seus bebês estão sob risco crescente de complicações”, diz a obstetra Shakila Thangaratinam, da Universidade de Londres, que coordenou o estudo.

“A pesquisa demonstrou que fazer dieta é seguro e o peso do bebê não é afetado.”

Na Europa e nos Estados Unidos, entre 20% e 40% das mulheres ganham mais peso que o recomendado durante a gravidez.

“É preciso ressaltar que os pesquisadores não estão recomendando que as mulheres emagreçam durante a gravidez, mas que apenas controlem o ganho de peso”, afirmou Janine Stockdale, pesquisadora da Royal College of Midwives.

“Se uma mulher já está ganhando uma quantidade ideal de peso durante a gravidez, não deve fazer dieta ou restringir calorias.”

Em comentário ao artigo, na mesma publicação, especialistas em saúde da mulher do hospital St Thomas, em Londres, disseram que ainda é cedo para mudar as atuais diretrizes do sistema de saúde britânico.

 



 

 

A Agência Nacional de Saúde publicou hoje no “Diário Oficial” da União a regulamentação dos critérios de reajuste dos planos de saúde entre operadoras e prestadores de serviços, tornando obrigatório no contrato a periodicidade dos ajustes e o índice que será utilizado.

“A forma e a periodicidade do reajuste devem ser expressas no instrumento jurídico de modo claro, objetivo e de fácil compreensão”, determina a Instrução Normativa no 49.

As empresas e os usuários (prestadores de serviço) poderão escolher a forma do reajuste de preços, mas isso também deverá estar claro no contrato.

As opções de reajuste serão: índice vigente e de conhecimento público; percentual prefixado; variação pecuniária positiva ou criar uma fórmula de cálculo do reajuste.

A ANS estipulou o prazo de 180 dias para que os contratos se adequem às novas regras.

 



 

 

Fonte: Extra Online

Uma bebê britânica nasceu quatro meses antes do esperado, pesando 730 gramas, e chegou a ficar 21 minutos sem batimentos cardíacos. Ainda assim, Faith Rebeca tem superado todos os problemas de saúde e apresenta melhoras constantes.

- Quando ela nasceu, nem a vimos. Os médicos a levaram direto para uma máquina, no canto da sala – contou o pai, John Paul Langston.

Segundo ele, os médicos levaram 21 minutos para conseguir identificar os batimentos cardíacos da recém-nascida. John e a mulher, Vikki, nem sabiam se tinham um menino ou uma menina.

- Depois de levá-la, um dos médicos se virou e disse: ‘Ela é uma pequena lutadora’. Foi quando descobrimos que era uma menina – lembrou John – É uma alegria descobrir que você tem uma filha, mas isso foi abafado por todos os médicos, lutando para salvá-la. Uma montanha-russa de emoções.

Segundo o jornal “Daily Mail”, Faith nasceu no dia 25 de março. Desde então, Vikki vai ao hospital todos os dias ver a filha, ainda na encubadora. Por causa do trabalho, John só pode ver a recém-nascida uma vez por semana.

Desde que nasceu, Faith recebeu oito transfusões sanguíneas, tomou antibióticos, remédios contra fungos, e medicamentos para tentar conter um sopro no coração. O resultado não poderia ser melhor: a menina já está pesando 1,1 quilo.

Apesar da melhora, Faith ainda tem um longo caminho pela frente. O peso médio de um bebê recém-nascido é um pouco mais de 3 quilos. Segundo os médicos, ela deve ir para casa com os pais em julho, onde viverá também na companhia da irmã mais velha, Amber, de 6 anos.

 



 

 

Fonte: R7

O Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês) das Nações Unidas também alertou sobre este aumento e assinalou que, entre 8 e 10 de abril, o número de casos foi quatro vezes maior que o habitual, o que reverteu a tendência de queda observada desde o início do ano.

Apesar da taxa de mortalidade acumulada se manter em 1,3%, estima-se que este ano 250 mil pessoas poderiam adoecer, a maioria delas entre abril e novembro, durante a época de chuvas e furacões, de acordo com dados da Organização Pan-americana da Saúde (OPS) citados pelo OCHA.

Para atenuar os efeitos da doença, o Ministério da Saúde Pública e População (MSPP) e a ONG Partners in Health iniciaram uma campanha de vacinação que pretende proteger da epidemia 100 mil pessoas dos departamentos de Artibonite e Oeste.

Segundo a enfermeira Marie, as chuvas contribuem para elevar a contaminação das águas, o que, unido às deficiências de higiene do país, incide no aumento da epidemia.

– É preciso mais higiene. Esta doença vai durar muito tempo pela falta de higiene que há no país, assinala.

De fato, esse é o ponto mais importante na prevenção desta epidemia, e as campanhas iniciadas por autoridades e organizações humanitárias desde seu surgimento tiveram impacto sobre a educação em saúde para a população.

O acampamento Marassá 14, no setor de Croix de Buquets da capital haitiana, conta com um ativo comitê implicado na proteção de seus habitantes contra o cólera. No campo de desabrigados, onde vivem mais de três mil afetados pelo terremoto que castigou o país em 2010, o comitê realiza intensas campanhas de informação para a prevenção, além de oferecer assistência aos doentes que chegam, cujo número também aumentou durante as últimas semanas, segundo seus responsáveis.

Um deles, Jacky Narcisse, explica à Efe que o aumento começou a ser percebido neste acampamento em meados de fevereiro, mas com a ajuda do pessoal do Hospital dos Pequenos Irmãos e Irmãs e das ONG que lutam contra o cólera, a situação foi controlada.

Os voluntários da comissão do acampamento conhecem bem o protocolo e seguem ao pé da letra um procedimento que inclui a identificação da doença a partir dos sintomas dos doentes, os quais são conduzidos ao hospital se necessário, e a descontaminação de suas roupas e móveis e utensílios.

Apesar do grande número de casos de cólera controlados, o comitê do acampamento sente a falta de mais ajuda do Governo.

– Nunca vi deputados nem ministros por aqui com interesse neste problema, lamenta Narcisse.

 



 

 

Fonte: R7

O poder da soja no combate as ondas de calor típicas da menopausa vem sendo comprovado por pesquisas. Um estudo da Universidade de Delaware, nos EUA, descobriu que consumir soja diariamente pode reduzir em até 26% as ondas de calor causadas pela menopausa.

Os efeitos benéficos da soja se devem a isoflavona, um componente do grão que contribui para a dilatação dos vasos sanguíneos e para a melhora da pressão do sangue. Um copo de leite de soja contém 25 miligramas de isoflavona.

No Japão, onde o consumo de soja é grande, as mulheres são menos atingidas pelas ondas de calor durante a menopausa. No entanto, os especialistas alertam que mulheres que sofrem de problemas na tireoide precisam consultar o médico antes de iniciar o consumo de leite de soja, pois a isoflavona bloqueia a enzima responsável pela síntese dos hormônios tireoideanos.

 



 

 
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